Foto: Iran Mafra

Foto de Iran Mafra.

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(Re)desenhando o caminho

Desengavetando ideias e colocando sonhos em prática – um convite à jornada criativa.

Publicado em 11/08/2017

Aos 16 anos comecei a trabalhar com design gráfico. Mas a ilustração veio antes. Bem antes.

Minhas primeiras linhas eram a tentativa de retratar pequenos momentos do cotidiano, entre pessoas, sensações e coisas que esplandeciam belas aos meus olhos.

Uma predisposição irresistível que se tornou clara por meio da beleza de livros infantis do Monteiro Lobato, do Ziraldo…. E posteriormente descobrindo as tirinhas do Henfil e a Turma da Mônica do Maurício de Souza.

Tais encontros fortuitos despertaram em mim a vocação.

Mas isso acabou tomando um rumo mais racional, sobrepujando o emotivo, quando entrei no ramo da publicidade – que de vez em quando, nos vinte anos que se seguiram, me dava a oportunidade de ilustrar um projeto aqui e acolá.

Não quer dizer que me ressinto, porque amo minha profissão.

Mas com menos frequência do que eu gostaria, eu desenhava, pintava ou simplesmente sonhava rabiscos. No fundo da minha cabeça, sempre havia uma voz dizendo “você precisa desenhar“.

Se você tem uma vontade, sabe que essa voz exaspera tanto quanto é capaz de fazer postergar. Assim como aquelas que te dizem “você não é bom o bastante”, “não existe técnica e estudo” ou “agora é tarde demais”.

E meu desejo ficava maturando, num casulo de ociosidade criativa, em gavetas, em telas em branco viradas para a parede.

É uma sensação melancólica, satisfeita apenas pela esperança de “um dia, quem sabe…”, decepcionante quando você vê algo que gostaria de ter feito e intimidante quando você dá de cara com algo sensacional.

 

Quebre o ciclo

Há uma verdade universal no clichê. Daquele tipo que chega a ser outra trava. Afinal, quase toda pessoa que se interessa pelo mundo das artes tem a vontade de mudar o status quo através do seu trabalho e evitar jargões. 

Mas não há escapatória. Para dar vazão a um sonho é preciso:

 

– Silenciar as vozes contraproducentes.

– Deixar de se intimidar. 

– Produzir independente do resultado final.

– Praticar pela diversão.

– Não ter medo de errar.

– Estudar.

– Lutar contra a procrastinação.

– Criar rotinas.

Começar.

 

Minha pretensão não é  ser um coach motivacional, mas inspirar outras pessoas como eu e a mim mesmo neste processo. Convidar para a possibilidade a todos que estão em busca desses (re)começos.

E poder contar aqui, que é possível.

Rodrigo Kurtz

É designer gráfico, publicitário e ilustrador freelancer. Adora conversar sobre cinema e seriados. Mora em Florianópolis com suas duas gatas, Bitinira e Pretinira.